Nossas Histórias: Deborah Chagas

Nossas Histórias: Deborah Chagas

Bom dia, meus amores! Eu conheci uma MENINAAAAAAAAAAAAAAAAAA Lindaaaaaaaaaaaaaaaaa, Miss Plus Size Niterói, que já participou de alguns concursos e é um exemplo também na luta contra a GORDOFOBIA.

O BLOG GRANDESTIMA conversou com a Deborah Chagas , vamos conferir????

 

Você sempre foi gorda? Se sim, sofria preconceito quando criança/adolescência? Como você lidou com isso?

Eu sempre fui Gorda, desde criança. Na verdade para época eu era gorda, mas hoje em dia eu seria considerada uma criança de “ossos largos”. Mais ou menos até meus 7 anos. De uns 8 anos em diante que eu comecei a ficar bem gorda e meio que cheia de tabus, não por mim, mas pelo o que as pessoas falavam para mim, (até de trator já fui chamada, bujão de gás, bebê gigante, papa-tudo da tele sena, caminhão de pipa d’água, vovó abóbora) aquilo me machucava profundamente. Muitas das vezes minha autodefesa era xingar toda geração das pessoas que implicavam comigo, e também procurava esconder meu corpo de todas as formas, usava coletes, saias que não condiziam com minha faixa etária. Parecia uma menina-senhora. Chegaram a achar que eu era “lésbica” pelos tipos de roupas largas. Apesar de que isso não tem nada a ver… Um preconceito enraizado no outro. Meu pai sempre buscou cuidar da minha alimentação, pois sempre se preocupou com minha saúde, ele nunca me privou de comer comida, portanto que fosse balanceada. A s vezes me sentia triste porque todos os meus amigos da escola levavam biscoito recheado ou aqueles salgadinhos Elma Chips e eu levava pão com queijo branco na chapa e suco Clight na merendeira numa fase da vida, na hora do recreio ninguém queria trocar lanche comigo nem meus primos, as vezes me davam um pedacinho do deles… Somente algumas sextas eu levava alguma coisa “gostosa” na época que eu estava de dieta. Ficava triste, mas sempre soube que era para o meu bem… Nos meus 10 a 11 anos foi o top da minha obesidade eu pesava quase 70 quilos, meus pais perderam o controle sobre mim e sobre eles.  Eu estava entrando na adolescência e eu não tinha mais pescoço, roncava muito pelo excesso de peso e fiquei muito socada, era perceptível que eu não estava bem, foi quando fui ao nutricionista e nos exames que ele passou acusou anemia profunda, porque nessa época eu estava me alimentando muito mal, tive que mudar toda minha alimentação, estava prestes a ter Leucemia e com o grau de obesidade alto… Foi então que meu pai tomou a atitude de me colocar para me exercitar num campo próximo a minha casa, onde ele também começou a se cuidar também, pois estava obeso. Nesse processo entre meus 11 a 12 anos eu emagreci, cresci, peguei condicionamento físico, ganhei saúde, parei de roncar, elevei minha autoestima, minhas curvas começaram à aparecer, cresci, mas não deixei de ser uma menina grande e curvilínea. Mas ainda assim fugia dos “padrões”… De lá até meus dias atuais sempre busquei cuidar da minha saúde, mas sempre oscilando na balança, porém, nunca fiquei um ano inteiro sem me exercitar, mesmo que eu não fosse contínuo eu nunca parei totalmente. Eu gosto de fazer atividade física, seja ela qual for… Eu nunca tive problemas comigo, sempre me aceitei diferente, o problema era das pessoas para comigo, às vezes eu deixava me abater. Minha família: meu pai, minha mãe e minha irmã sempre me amaram do jeito que eu era, só se preocupavam com meu bem-estar. Na escola até que não sofri tanto bulliyng, mas na vizinhança mesmo e arredores era constante, Inclusive na faculdade. Quem fez vai dizer que sou louca. Assim que sai da escola passei no vestibular e fui direto pra faculdade, nessa época eu estava super de bem comigo, quem ousasse falar algo levaria uma fora bem dado. Mas confesso que os olhares de canto e as risadinhas quando eu entrava na sala de aula me incomodaram profundamente, no entanto que pensei em desistir do curso por diversas vezes… Pelo fato de ser uma universidade e no o Curso de Serviço Social onde qualquer forma de preconceito deveria ser eliminada ao invés de disseminada.  Então, não desisti, continuei me maquiando, usando meus vestidos coloridos e sendo quem eu era. Ou me aceita, ou me aceita foi o que aconteceu! Hoje a postura delas mudou totalmente, mas acredito que a imaturidade e a falta do senso crítico contribuíram para tais atitudes preconceituosas que são pautados nos padrões estéticos hegemônico.

Nossas Histórias: Deborah Chagas e Seu pai, grande incentivador pela busca da saúde!

Deborah e Seu pai, grande incentivador pela busca da saúde!

Como você descobriu sua identidade e aceitou-se mulher gorda?

Quando comecei a namorar, aos meus 15 anos fiquei mais vaidosa, comecei a me olhar com mais amor e carinho. Senti-me amada, desejada, querida, mas com o tempo percebi que o amor mais sublime é aquele que sentimos por nós mesmos, esse ninguém vai poder sentir por mim.

Como surgiu a oportunidade de participar de concursos de moda PLUS SIZE?

Com incentivo de um casal de amigos meus da faculdade, há três anos. Eles sempre diziam que eu era linda e que eu deveria tentar ser modelo. Mesmo me sentindo bonita, não achava que teria beleza suficiente para encarar as passarelas. Comecei a pesquisar no google sobre carreira plus size e foi onde encontrei nome de pessoas importantes dentro do segmento e comecei a buscar no facebook, foi onde eu descobri pessoas e comecei a ter mais informações entender toda a sistemática. Foi onde descobri o Concurso Garota Outono Inverno Plus Size 2012 da produtora Claudia Ferreira. Não levei nenhum título, mas tirei entre as 10 mais belas do concurso, na 5ª colocação. Mesmo assim fiquei motivada e continuei participando de outros onde conquistei títulos e coroações.

 A opinião das pessoas sobre o seu corpo mudou depois que você se aceitou e começou a participar de eventos como modelo Plus Size?

Antes dos concursos eu me aceitava eles vieram  como uma confirmação. Muitas pessoas passaram a me enxergar com olhos de admiração depois  que eu comecei a postar fotos no face e aparecer na televisão. Eu sinceramente desejava que para nós sermos enxergados como “gente” não precisasse de um movimento ( Ei, gordo quer se vestir bem, gorda usa lingerie, gordo transa, tem fetiche, usa biquine, gordo faz esporte, gordo tem beleza, gordo é ser humano) não precisasse segregar em um “mundo” específico, concursos de beleza específicos se somos todos seres humanos minha gente… Me senti em marte agora, risosss! A gente é atribuído à doenças, a preguiça, a incapacidade, a feiura, a gula… Quando na verdade cada caso é um caso. Depende da genética, biotipo, entre outros fatores biológicos. Independente de qualquer coisa, tenho muito orgulho de tudo que fiz e mesmo que eu pare com a “carreira”, tenho plena certeza que eu fiz história. Seja no bairro onde eu moro, na minha cidade, ou no Brasil. Eu revolucionei e servi de inspiração para muitas mulheres, não só as plus sizes, mas também para aquelas que não aceitavam seu corpo por algum motivo e viram em mim um ” conforto “, do tipo: “- Se ela pode, eu também posso!” Uma dica para as gordinhas: não caia nesse conto que para se aceitar tem que tentar a carreira de modelo. Que só assim você se sentirá linda e aceita socialmente. Ser modelo é uma profissão. Ser miss é outra coisa, mas que na esfera do plus size se entrelaçam. Se você não tiver um preparo psicológico, não saberá lhe  dar (lidar?) com as perdas, seja em concursos de belezas, castings, ou na vida. . . Já perdi, já ganhei… Não é fácil! Porque senão, quando “perdem”, saem xingando Deus e o mundo, dizendo que foi tudo comprado ou é figurinha marcada! Nem sempre é… Já vi muito disso! O amor próprio é o que deve prevalecer, é claro, não serei hipócrita, quando levamos alguma colocação; ou destaque neste meio; ou em qualquer âmbito da vida é bom, isso enaltece o Ego, é um estímulo ser elogiado. Quem não gosta de ter seus méritos reconhecidos?! Em suma, é buscar romper com todos os preconceitos existentes. Quando falo no auto-amor, é no sentindo de respeitar-se, cuidar da saúde, da mente, do corpo em busca de melhor qualidade de vida, independente do seu peso. (Não é porque é plus size tem que comer uma bacia de macarrão de segunda à segunda pra manter o corpinho plus e achar que tá tudo lindooo. Risos! Ps: estará traçando o caminho para doenças.) Enxergar-se como qualquer ser humano pleno de “direitos”, sem que as limitações impostas pela mente das pessoas preconceituosas interfiram na sua vida e no que a mídia propõe tão somente como o belo. É um processo de desconstrução que tem que ser rompido a cada dia como o pão de cada dia.

 Como você combate a GORDOFOBIA?

Eu busco socializar informações através das redes sociais de blogs de autoestima, de anti-gordofobia, feministas e afins.O empoderamento é uma forma de combater. Discussões politizadas, reflexão e o amor prórpio é minha forma de combate. O mundo vai muito além de concursos de beleza e moda. O preconceito existe, mesmo que digam que é velado, pois eu acredito que é descarado. É no mercado de trabalho, nas ruas, na indústria da moda, na televisão, na sociedade em si!!!

 Qual a mensagem que você deixa para as meninas que estão em processo de aceitação, que sofrem preconceitos por serem gordas?

Gostaria de agradecer a oportunidade ao Blog GrandEstima de contar um pouquinho da minha trajetória de vida  e agradecer a preferência e a credibilidade e respeito pela minha pessoa. Desejo muito sucesso para vocês!!! E dizer para as meninas que estão em processo de aceitação que a  prática do AMOR PRÓPRIO deve ser exercida diariamente… Clichê, né?! Porém real. Quando passamos a nos enxergar como sujeitos agentes de nossa própria felicidade, as coisas mudam para melhor em todos os campos da vida. É saber valorizar suas potencialidades e buscar corrigir as fragilidades! Fácil falar, né? Que tal olhar-se no espelho todos os dias e ver o QUÃO você está deixando de ser maravilhoso consigo mesmo? Erga a cabeça, independente de qualquer circunstância! Deus tem o melhor pra você! Ele quer o melhor pra você! E caso alguém diga o contrário, busque dentro de si o seu melhor sempre!

Nossas Histórias: Deborah Chagas Nossas Histórias: Deborah Chagas

Segue abaixo alguns trabalhos que a Deborah Já Realizou durante sua trajetória em concursos PLUS SIZE!

* Modelo Plus Size (fotográfico e passarela)
* Participações em feiras de noiva, Fashion Weekend Plus Size, Caxias Fashion, entre outros. . .
*Capa do Henê Rená em 2011
*Entrevistas para jornais, revistas e programas de televisão.
* 5º lugar entre as 10 mais belas no Concurso Garota Outono Inverno Plus Size 2012
* Miss Elengant Plus Size Carioca 2012
* Vice Miss Plus Size Rio de Janeiro 2013/2014
* 2ª Mais Bela Gordinha do Brasil 2013 

*Programa Mais Você Ana Maria ( Julho de 2013)
* Miss Plus Size Niterói 2013/2014

* Colocada entre as 10 mais belas do Brasil no concurso Miss Brasil Plus Size 2014.

* Entrevista para o Programa Balanço Geral RJ ( Rede Record) junho de 2014

*Personagem na minissérie Por isso Sou Vingativa, Martinha, ex-Miss Botucatu. Contracenando com Léo Jayme e Camila Morgado. Abril de 2014.

* Em fevereiro de 2015, Desfile no carro abre-alas da Escola de Samba Alegria da Zona Sul, onde desfilaram mais 8 modelos plus sizes quebrando os paradigmas e inovando o carnaval do RJ e do Brasil. (Fomos notícia no site Ego, site do G1, rádio Globo, entre outros meios de comunicação)

*Rainha do SHORTINHO Esquenta (Concurso rainha do SHORTINHO customizado do quadro Calourão) – Março de 2015.

* Em abril de 2015 Modelo da Loja Moda Ficaadica no Programa Encontro da Fátima Bernardes

Espero que vocês tenham gostaado!

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  1. Vivian Gottgtroy
    Vivian Gottgtroy 3 junho, 2015, 18:04

    Ameeeiii a entrevista… Ela é simplesmente maravilhosa… A acompanho há algum tempo e simplesmente adoro ela… Parabéns linda vc é perfeita…. bjs

    Reply this comment
    • Thais Ulrichsen
      Thais Ulrichsen 3 junho, 2015, 18:16

      Que Bom que curtiu, Vivian!!!!! Já acompanha nossa página? Vai lá, a gente sempre fala de mulheres gordas e inspiradoras!!!!!! Beijos!

      Reply this comment

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