Relacionamento Abusivo: Também já passei por isso!

Relacionamento Abusivo: Também já passei por isso!

Hoje eu vim contar pra você uma história minha, sem um pingo de EXAGERO! Eu senti que precisava falar sobre relacionamento abusivo com vocês, por já ter passado, e ter descoberto, sozinha, que a vida era muito minha amiga, e ser feliz não era uma opção, era uma OBRIGAÇÃO!!!!!

Cada um dos relatos abaixo aconteceu de verdade, não vou citar nomes porque não importa mesmo!

[RELACIONAMENTO 1] Eu estava esperando ele pra ir ao cinema… Marcamos às 19 horas no metrô… Eram 20 horas, o telefone dele só caía na caixa postal… Esperei até às 21, ele não apareceu… Eram duas horas da manhã e tive a ideia de ligar pro IML, não era possível que alguém sumisse assim.

Ele apareceu no outro dia, só me ligou 12:00, disse que tinha ido sair com os amigos, mesmo tendo combinado de sair comigo, e esqueceu de me avisar… Pediu-me perdão, eu perdoei. Ele disse que gostava de mim por isso… Pois eu sempre Perdoava!

Eu tive coragem de perder a virgindade com ele. Quando terminamos, ele disse que eu tinha sido a pior mulher que ele já “comeu na vida” e que era frígida.

[RELACIONAMENTO 2] Eu descobri que ele me traía com uma menina que morava na república em frente a casa dele. Quando eu soube, minha vontade era esfaquear ele!

Eu estava com a faca na mão, a mesma faca que eu utilizava pra fazer cortar alimentos que eu cozinhava pra ele e os amigos dele todo final de semana que ficava na casa.  Ele chorou como se fosse uma criança! Chorou e pediu perdão!

Chorou, pediu perdão e quis fazer sexo!

Ele sabia que eu não queria aquilo…

Mas eu fiz.

Infelizmente eu fiz…

Ele fazia de tudo para eu ficar bem, pelo menos eu era achava que era… Ledo engano!

Menos de dois meses eu descobri outra falha dele, ele usava o MSN (rede social de mensagens instantâneas) para marcar encontros com mulheres desconhecidas, participava de orgias e saía quase todos os dias com mulheres diferentes.

Ele dizia que se mataria se eu terminasse com ele… Ele não suportava a ideia de que eu me relacionasse com outros homens…
Eu sentia nojo dele!

O que essas histórias têm em comum? 

Elas aconteceram comigo e destruíram a minha autoestima. Quando eu conheci o rapaz do relacionamento 1, tinha acabado de perder um parente muito próximo, coisas estavam acontecendo na minha vida, comecei a ficar mal na empresa que eu trabalhava na época, não tinha muitos amigos para desabafar, e a fragilidade era imensa.

Eu descobri o quão ruim é a fragilidade emocional, ela permite que pessoas negativas entrem na sua vida. Esse rapaz foi o primeiro cara com quem tive relações sexuais. Eu não sangrei quando perdi a virgindade, e isso o deixou furioso. Ele me chamou de mentirosa, na primeira vez que transamos, e isso me feriu muito.

Mas eu tinha um péssimo hábito de deixar as pessoas falarem comigo do jeito que elas queriam. Uma vez ele me deu um chute na rua. Aquilo me deixou REVOLTADA! Foi a primeira vez que revidei todas as agressões verbais, emocionais e naquele momento, física.

Ele mentia muito, me tratava muito mal, minha mãe e meu irmão o detestavam, e por isso ele não ia à minha casa. Esse foi um dos motivos pra ter forças de terminar com ele. Eu não aceitava o fato de namorar alguém que a minha família não gostasse.

Depois de muitas ameaças, da minha família toda ficar alerta para o caso dele fazer algo, ele me esqueceu de mim!

O rapaz do relacionamento 2 eu conheci pela internet, quando eu terminei com o rapaz do relacionamento um, nós já éramos amigos, conversávamos todos os dias e ele aparentava ser um carinha muito legal. E até era, sim, mas não pra namorar!

Quando ficamos, um mês depois ele me pediu em namoro, disse que eu era a mulher da vida dele, disse que me amava, mas aquilo soava estranho, e hoje eu entendo o motivo: NEM ELE SABIA O QUE QUERIA DA VIDA!

Ele me fazia sentir muito ciúme, de uma forma horrível, eu era doente perto dele.

Eu tinha ciúme de todas as pessoas…

Mas grande coisa, né? O ciúme só fez com que ele me traísse, que a menina me ligasse mais de 40 vezes para me xingar de “corna”, “chifruda gorda”, e ele não tomava uma atitude. Eu tomei, ela parou, mas eu não queria viver aquela situação.

Ele disse que se mataria se eu o largasse, e eu tive pena. Com um ano de namoro eu estava com ele sem querer estar. O sexo era ruim, mas ele queria sempre, queria todo dia, e se eu não fizesse, ele “dava um jeitinho” para que eu cedesse.

Eu tomei trauma de sexo. Eu odiava fazer sexo com ele

Todo mês ele cometia o mesmo erro, ele entrava na rede social, adicionava várias mulheres, saía com várias, e eu descobria. Era um círculo vicioso.

TRAIÇÃO… DESCOBERTA… CHORO… PERDÃO

Quando meu irmão ficou viúvo, resolveu passar um tempo na minha casa, e eu resolvi ficar com ele. Isso deixou meu ex-namorado muito revoltado, nós brigamos, pois já estávamos sem fazer sexo há um mês, e pedi pra ele não ir à minha casa.

Minha consciência pesou, de verdade, então resolvi ir até a casa dele. Quando cheguei lá o peguei transando com outra menina.

Saí de lá revoltada, e jurei pra mim que NÃO FICARIA MAIS COM ELE.

Mas se você perdoou da primeira vez, como queria que eles mudassem?

Eu acredito que as pessoas merecem segundas chances? Sim, eu acredito, mas hoje eu sou mais seletiva com essas chances. E esses caras foram responsáveis por esse amadurecimento.

Eu poderia ter terminado, ter entrado em outros relacionamentos, mas algo me prendia a eles. Eu não sei se havia um medo de ficar sozinha, mas eu me sentia mal de pensar em terminar.

Eles insistiam muito, e eu aceitava as desculpas, esquecia tudo e começava de novo.

Eu me sentia aprisionada e sufocada naquelas relações, mas eu não sabia como sair.

Dentro da minha cabeça eu sabia que não queria passar minha vida num relacionamento abusivo, em que eu fosse o tempo todo humilhada simplesmente porque eles achavam que era certo fazer.

Engraçado que quando homens fazem coisas erradas, traem, machucam e são uns canalhas, mas correm atrás da mulher pra pedir perdão, dizer que quer ficar, eles são uns CAVALHEIROS, SUPER ROMÂNTICOS QUE FAZEM AS COISAS MAIS LINDAS PARA FICAR JUNTOS.

Todo mundo acha lindo quando homens têm essa atitude.

Experimenta ser mulher e trair, sacanear e tal, e depois correr atrás. Vão estar sempre postos para te pendurar numa cruz e tirar suas entranhas com um garfo e faquinha de manteiga.

O homem quando trai e insiste em ficar com a mulher é ZELOSO, BOM HOMEM QUE RECONHECE O VALOR DA SUA AMADA!

Agora a mulher é uma VADIA, INSENSÍVEL, QUE NÃO MERECE CRÉDITO.

Experimenta terminar essas relações também! As pessoas vão te CRUCIFICAR!

MEU PESO LITERALMENTE PESOU NESSAS RELAÇÕES

Esse dois relacionamentos tinham outra coisa em comum. Eles eram “admiradores de gordas”. Eles não admiravam o papo cabeça, a inteligência, e a PESSOA TODA. Só o corpo importava.
E mais, eles queriam GORDAS PARA QUE PUDESSEM FAZER O QUE QUISER, até porque na cabeça dessas pessoas, GORDAS(OS)  não merecem respeito e um relacionamento legal.

O relacionamento 1 sempre jogava que eu era a mais gorda de todas as mulheres que ele já tinha se relacionado, que eu não podia usar algumas roupas pois ficava HORRÍVEL, e uma vez, em uma festa de família, disse que eu parecia uma “TRAVESTI ESCROTA DA CENTRAL” por causa de uma blusa de onça que eu estava usando.

O relacionamento 2 também tinha essa coisa de “gordinhas” (termo horrível!), ele era viciado em pornô BBW. Então quando ia pra salas de bate-papo, sempre dava um jeito de conhecer mulheres gordas para realizar as “fantasias sexuais” dele.
Certo dia ele viu que uma moça que ele já tinha ficado havia emagrecido uns 20 kg, ele abriu todas as fotos da menina pra olhar (QUER ME MATAR É FAZER ISSO, CARA!) e começou a me provocar, dizendo que eu precisava emagrecer também, que estava muito gorda, que ele queria alguém com o corpo da FULANA.

Esses dois relacionamentos me ensinaram que gostar é diferente de fetiche, e mais um juramento que eu fiz foi o de NUNCA MAIS ME RELACIONAR COM CARAS QUE TENHAM FETICHE EM MULHER GORDA.

“VOCÊ FALA TÃO MAL DELES, SERÁ QUE O PROBLEMA NÃO ERA VOCÊ?”

Estou expondo o quanto de ruim foi a influência deles na minha vida, e se parece que estou falando mal, sinceramente, não me importo de ser taxada assim. E sim, de alguma forma o problema também era eu! Por isso mesmo resolvi mudar e terminar cada uma dessas relações.

Entendam:

Eu estava incomodada com a situação, quem sofria pressão emocional era eu. Quem estava sendo destruída era eu, então quem deveria resolver o MEU PROBLEMA ERA EU!

Eu ainda ouço falar desses dois caras, e sei que eles estão namorando. Pessoas próximas a eles me disseram que ambos estão em novas relações, e qual não é a surpresa???? SIM, AS MENINAS PASSAM PELAS MESMAS COISAS QUE EU PASSEI!

Muita gente falou mal de mim quando terminei esses dois relacionamentos. Muitos amigos disseram que eu era ingrata e que eu não gostava deles, por isso eu não insisti na relação.

Preciso dizer algo pra vocês: VOCÊS ESTAVAM CERTOS!

Eu sou uma ingrata e eu descobri que não gostava deles… E HOJE EU SOU FELIZ!

 “QUAL A LIÇÃO QUE VOCÊ TIROU DISSO TUDO?”

Que eu deveria ser feliz! E pra isso eu não precisava de nenhum homem para me dizer que eu era!

Eu não precisava de aprovação de ninguém, e principalmente dessa ideia fixa de algumas pessoas que eu só seria feliz se tivesse um namorado.

Aprendi que as pessoas vão querer te ferir, te transformar em vilão, mas quem tem que decidir o que é bom pra você é você.

Muita gente vai querer trocar ENERGIAS NEGATIVAS, e nessas horas a gente tem que olhar bem fundo nos olhos delas e dizer: NÃO, EU NÃO VOU CAIR NA SUA ARMADILHA!

Fugir de relacionamento abusivo não é fácil, é um passo de cada vez, você vai amadurecendo aos poucos, até chegar a um momento que você se sinta na capacidade de enxergar o que é bom pra você e o que não é.

Hoje eu estou em outro relacionamento, completamente diferente dos outros, e sim, eu sinto que é pra sempre! (Espero mesmo não me enganada!)

Não aceitar comportamentos abusivos de algumas relações leva tempo, mas você pode ter certeza que AQUI NESSE BLOG você pode desabafar, contar sua vida, pedir conselhos, estamos JUNTAS viu?!!??!

Eu desejo que vocês não precisem passar por coisas ruins para se amarem, mas se isso acontecer, saiba que a vida é um desafio, e a gente só aprende deixando ela acontecer.

 

Se você já passou por alguma situação como essa, conhece alguém que também já passou por relacionamento abusivo, conte pra mim, manda mensagem, a gente pode trocar experiências!

Compartilhe com suas amigas/irmãs/mãe/primas/etc para que elas sintam força para continuar!

Estamos juntas nessa luta! CONTRA TODA FORMA DE OPRESSÃO E ABUSO!!!!

Eu amo vocês! Obrigada pelo carinho!

Relacionamento Abusivo: Também já passei por isso!

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  1. Anônimo
    Anônimo 29 julho, 2015, 12:33

    Adorei ler seu texto Thais! Infelizmente a gente passa por situações assim na vida mas devemos usar isso a nosso favor e aprender com isso. Compartilhar nossas experiências ajudam outras mulheres a perceber que elas não foram as únicas e não estão sozinhas. E se uma pode superar e ser feliz todas podemos!
    Beijos!

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  2. Cl.
    Cl. 30 julho, 2015, 01:04

    Eu queria contar isso aqui que vou falar agora abertamente no meu face, mas não posso, porque a pessoa em questão é meu amigo lá ainda, e tem vários amigos, e eu tenho receio de me expor, porque já passei por várias situações em minha vida que sempre teria sido melhor ficar quieta. Mas quero dividir com outras meninas. Meninas e mulheres, que já viveram um relacionamento abusivo e nem sabiam. Que vivem e nem sabem. Que estão em dúvida de o que estão vivendo. Quero dividir com vocês algo que aconteceu comigo, e que por muitos anos eu me remoí em culpa e só muito recentemente eu percebi que a culpa não era minha.

    Minha história nunca foi óbvia, porque eu nunca namorei o cara em questão. E por não namorarmos, eu achava que não tinha o direito de reclamar. Mas hoje em dia eu vejo que sim, eu tenho, e eu vivi um relacionamento abusivo.

    Eu tinha 17 anos quando ficamos pela primeira vez. Eu era ingênua e intensa, como uma boa ariana. Me apaixonei ali no primeiro beijo. Aí logo no segundo dia fiz uma auto sabotagem e mandei uma mensagem pra minha melhor amiga falando que estava apaixonada e na hora de enviar, enviei para o tal moço. (que nem era tão moço assim, tinha 10 anos a mais do que eu, já não era um adolescente há muito tempo). Aí a cagada tava feita e eu já estava em situação de fragilidade para sempre com esse cara. Minha mãe sempre me disse que o que começa errado termina errado, e eu nunca quis acreditar. Mas é isso mesmo.

    Acontece que ele tinha namorada. E ele me contou. Olha que fofo, ele me falou inclusive que não era uma boa pessoa para se ter um relacionamento. Disse que era bom amigo, mas que não era um cara massa para envolvimento afetivo. Eu achei tão linda essa sinceridade. Nem me importei, eu tava apaixonada, era carente, minha auto estima era abalada, era utopista e me prendia a platonicismos, acho que até achava poético essas dificuldades todas.

    Em resumo, me prendi à esse rapaz por 3 anos. Nesses 3 anos, muitas coisas aconteceram. Ele me deixava completamente confusa, sem saber o que fazer, o que pensar. Ele morava em uma cidade diferente da minha, e muito comumente ele vinha até a cidade onde eu morava, para passar o final de semana ou ir a algum evento. E era sempre assim: na frente de nossos amigos, ele me tratava como se eu fosse uma louca maníaca stalker que criava histórias em minha cabeça. Era só todo mundo se afastar, que ele se aproximava, mudava a abordagem, se tornava uma pessoa doce e conseguia me ganhar no papo. Ele tinha um jogo de cintura que fazia eu me sentir envolvida por ele mesmo quando ele estava me tratando mal. Ele sempre conseguia o que queria de mim, e eu sempre me iludia com isso. Quando paro pra pensar aqui, é uma infinidade de lembranças dessa alternância de humor dele: na frente dos outros ele fazia parecer que eu inventava uma relação que nunca existiu. Quando estávamos sozinhos, ele era doce e me tratava bem.

    Acho que o ápice da disforia dele foi uma vez em que ele me convidou pra ir em sua casa. Eu fui, feliz da vida. Tivemos uma noite maravilhosa. E assim, eu era virgem. Então por noite maravilhosa, nem digo que foi uma noite de sexo selvagem e sem compromisso, não, não foi nada disso. Foi uma noite de companheirismo. Bebemos (porque era o que mais fazíamos juntos), conversamos, trocamos idéias, ficamos, deitamos juntos. Quando o dia estava amanhecendo, ele estava voltando para a cidade dele, me deu carona no taxi, esperou eu subir meu ap, mandou mensagem no meu celular dizendo que no outro final de semana já estaria de volta e queria me ver de novo. Fiquei feliz da vida. Me senti plena e ansiosa para o próximo final de semana. Eis que o final de semana chegou. E ele voltou. E a primeira coisa que fez ao me ver foi me olhar com desdém, me ignorar. Fomos a um show, todos juntos (porque éramos da mesma galera) e ele fez questão de dar em cima das minhas amigas na minha frente. Bebi, e já bebada fui perguntar a ele porque ele tava fazendo aquilo. Ele disse que eu era louca e que não tínhamos nenhum tipo de envolvimento. E eu acreditei. “Sim, realmente, não temos, eu não tenho direito a cobrar nada, realmente sou louca”.

    Teve uma outra vez que fomos a um acampamento, todos os amigos, de um festival que durava três dias. Eu ia dividir barraca com uma amiga que acabou se acidentando e voltou já no inicio do primeiro dia. Aí eu estava na minha barraca sozinha quando no meio da noite ele chegou. E eu fiquei muito feliz. E aí dormimos juntos. Na manhã, quando saí da barraca, alguém perguntou “cadê o fulano?” e ele saiu da minha barraca muito a contragosto, meio escondido. Naquele dia ele não trocou uma única palavra comigo. Eu tentava conversar com ele e ele era lacônico, me ignorava, me tratava mal. Mas à noite, quando todos já estavam dormindo, era pra minha barraca que ele voltava.

    A vida é mesmo algo esquisito e eu acabei me mudando para a cidade dele. Não por ele, mas porque as coisas aconteceram assim. E aí que foi o período mais esquisito de nossa “””relação”””. Pois ele tinha namorada. E ele colocava nós duas nos mesmos círculos sociais. Acho que ele gostava de ver eu sofrendo com aquela situação. Fazia bem pra auto estima dele.
    Teve uma vez que ele me convidou para jantar. E eu me arrumei, coloquei minha melhor roupa, fiquei horas na frente do espelho, fiquei tao feliz. Quando o carro dele parou em frente à minha casa, fui entrar na porta da frente e para meu espanto, a namorada dele estava lá. Eu entrei no banco de trás completamente atônita e ele com a maior cara lavada disse “vamos jantar e tomar uma cerveja” como se eu fosse uma grande amiga do casal. No final da noite, eu estava lá com eles dois e um amigo dele, e ele disse “vou levar a fulana em casa e já volto” e foi. E levou. E voltou pra ficar comigo. E eu aceitei.

    Sem contar o jeito “carinhoso” dele comigo. Ele me chamava de baconzinho, vivia me chamando de gorda, mandava eu fazer dieta. E olha que ironia, ele era muito mais gordo que eu.
    Aí que eu era virgem. E perdi a virgindade com ele. Foi lindo, sério, ele foi muito sensível e compreensivo. Mas o problema foi depois. Depois que fizemos a primeira vez, a forma como ele passou a tratar o sexo comigo foi o problema. Eu não tinha referencial, pois ele foi meu primeiro. Ele sempre queria que eu fizesse oral nele mas se recusava a fazer em mim. Tanto que eu levei muito tempo pra entender que oral na menina também faz parte do sexo. E ele gostava de dizer que “gostava de transar comigo pq era porn style”. E eu nem sabia por que. Nem sabia que o que ele chamava de porn style era, na verdade, ele me tratando como um objeto sexual ali só pra dar prazer pra ele, sem sequer se importar com o que eu estava sentindo ou como estava o meu gozo naquela relação. E eu não sabia que o sexo poderia ser diferente daquilo. Afinal nos filmes era assim, então na vida deveria ser assim também. (e aí tem gente que apóia a pornografia né?)
    Até que um dia eu cansei. Ele terminou com a namorada, e eu pensei que finalmente ele ia “me assumir”. Quando o perguntei se isso ia acontecer, ele riu e disse “pra que? Se eu posso ter você a hora que quiser sem precisar compromisso nenhum?” Ainda insisti mais uns meses depois disso, mas finalmente cansei. No dia que falei pra ele o quanto eu estava cansada, ele ainda teve a pachorra de dizer o quanto eu era excepcional e que eu nunca deveria ter deixado alguém me tratar do jeito que ele me tratou. Ele me culpou por ele próprio ter sido um idiota por tanto tempo.

    Tempos depois eu descobri que tanto durante quanto depois disso tudo, ele dizia pra todas as pessoas que tínhamos em comum que só tínhamos ficado duas vezes e que todo o resto foi invenção da minha cabeça. Que nunca tivemos nada. Tinha sido só uns beijos, Que eu era louca e criei histórias.
    E sabe o que é pior, gente? Eu quase acreditei. Cheguei a pensar que tinha criado histórias na minha cabeça que nunca aconteceram, cheguei ao ponto de pedir confirmação pra amigas minhas que estavam mais próximas. Eu quase acreditei, tamanha confusão mental que ele me criou.

    Eu comecei a ler sobre relacionamento abusivo e dizia pra mim mesma que isso não foi o caso, porque não tínhamos um relacionamento. E mesmo estudando feminismo eu ainda durante muito tempo achei que estava sendo exagerada e que nem foi tão grave assim. Hoje eu vejo que foi. E que foi abusivo.

    Enfim, eu divido esse relato para dizer para vocês que, para se viver um relacionamento abusivo, não é necessário ter o rótulo de “relacionamento”. Não é necessário o cara ser controlador e querer ser dono de sua vida. Basta você estar envolvida com alguém que te trata como inferior e faz você duvidar da sua própria sanidade. Que te coloca num círculo vicioso, que derruba sua auto-estima pra tentar te controlar melhor. Que não respeita o que você sente e manipula toda a relação. Pronto: você vive um relacionamento abusivo.

    Hoje em dia sou casada com o homem mais incrível que já conheci em minha vida, há 7 anos. Às vezes acho que ele é uma compensação kármica pelo tanto que sofri nas mãos desse do relato (porque esse pequeno resumo não é nem um terço de tudo que ele me fez passar). Mas eu só tenho essa relação hoje porque eu aprendi a me respeitar e a nunca mais deixar ninguém fazer comigo o que o fulano havia feito.

    E o final disso é que eu ainda tenho ele no meu face. Não sei por que. Por mais que eu saiba do traste inútil que ele é, tem algum lugar em mim que mantém ele lá. Eu não tenho nenhum sentimento por ele, nem amor e nem raiva também, simplesmente não alimento mais nada, mas também não consigo entender a razão pelo qual eu não consegui simplesmente bloquear e tirar ele 100% da minha vida.
    Mas também, apesar de estar lá, nunca conversamos ou curtimos nada um do outro. E as poucas vezes que nos encontramos em lugares de comum convívio, foi muito estranho e desconfortável. Às vezes eu acho que ele tem consciencia do mal que me fez. Às vezes eu tenho vontade de perguntar pra ele se algum dia ele chegou a gostar de mim. Mas aí eu lembro que nada disso me interessa e a vontade passa.

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    • Thais Ulrichsen
      Thais Ulrichsen 30 julho, 2015, 07:03

      Eu li e reli seu relato algumas. Vezes, e meu coração tá doendo muito por isso! Eu não Sei o que te dizer agora, mas eu. Lamento muito por nós, por termos passado por isso sem ser um desejo nosso! Eu torço prs você ficar bem,e principalmente pra abolir esse cara da tua vida, das tuas redes sociais. Conta comigo sempre,viu????? Bjsss

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      • Cl.
        Cl. 30 julho, 2015, 16:37

        Obrigada pelo carinho, Thais. Graças a meus guias e orixás eu já superei isso e como disse, tenho ao meu lado uma pessoa surpreendente. Mas as cicatrizes estão aí. E pensar que muitas mulheres estão passando por isso o tempo todo também me dói. Por isso resolvi dividir. Porque se mais alguém estiver vivendo algo semelhante, que encontre forças para cair fora antes de ser mais afetada e machucada.

        Juntas somos mais fortes

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    • eZa (@terezajardim)
      eZa (@terezajardim) 30 julho, 2015, 18:50

      Moça, quero te dar um abraço, posso?

      (e vamos tentar excluir este ser da tua vida, né? rsrs)

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  3. Verônica
    Verônica 30 julho, 2015, 20:48

    Meus relacionamentos nunca foram bem-sucedidos. Normalmente, ficava com alguém para não estar sozinha, e, nas poucas vezes em que não era assim, as pessoas brincavam com meus sentimentos. Eis então que me apaixonei por alguém que já conhecia há mais de um ano: éramos amigos e ele parecia um cara legal, com quem eu queria ter um relacionamento pra valer, porque queria estar com ele, porque gostava dele, e não porque não queria ficar sozinha. Ficamos e ele me pediu em namoro logo depois. Foi lindo, foi muito mais do que eu poderia imaginar. Tinha certeza absoluta, incontestável, de que ele era o amor da minha vida. Fizemos planos de morar juntos e eu prometi apresentá-lo aos meus pais (algo difícil pra mim, porque sempre me senti cobrada por eles, até mesmo porque meus relacionamentos anteriores não haviam dado certo). Um dia antes disso, de ir à casa de meus pais, ele me contou que tinha me traído, duas vezes, com duas pessoas diferentes… Eu perdi o chão, meu mundo caiu, minha felicidade pareceu nunca ter existido, queria morrer. Esperava que ele me dissesse que era mentira, que não tinha feito aquilo comigo. Eu já o amava, mais do que poderia desejar. Ele já havia dito que me amava. Nosso sexo, até então, era maravilhoso, incrível (ele foi a única pessoa com que tive orgasmo interno). Enfim, eu era feliz. Mas quando ouvi aquilo, não soube o que dizer, não soube o que fazer. Eu já o amava, já tinha dito a meus pais que iriam conhecê-lo. Tive medo, tive ódio, tiver dor. Mas decidi ficar com ele: amava-o demais para dizer adeus. Além disso, ele disse que sentia muito, que nem queria tanto assim, que em uma das situações tinha sofrido abuso. Eu acreditei. Fomos morar juntos e então vivi o inferno: ouvi inúmeras vezes, todos os dias, o quanto as experiências sexuais anteriores dele tinham sido incríveis (por mais que eu dissesse que não queria saber de seu passado, ele insistia em me contar e eu tinha de ouvir tudo aquilo), o quanto ele tinha desejo por mulheres isso, por mulheres aquilo e aquele outro, ou seja, tudo aquilo que eu não era e nunca seria (meu corpo era diferente e eu não podia mudar isso, ainda que quisesse), o quanto ele era o máximo e todas as mulheres e homens se derretiam por ele, o quanto ele praticava posições sexuais maravilhosas com a ex (porque era bailarina), o quanto ele sentia falta da bunda dela, porque era maior que a minha, o quanto ele gostava de partes íntimas com pelos, porque achava sexy (eu sempre me depilei, prefiro assim), o quando minha colega era “gostosinha”, o quanto a bunda da mulher do banco era boa, o quanto os peitos da menina na rua (no dia de nosso aniversário de namoro) ficavam sensuais na chuva, o quanto ele já tinha tido vivências eróticas inesquecíveis com homens e mulheres e os dois ao mesmo tempo. Eu não sabia o que fazer, já morávamos juntos (em uma cidade que eu não conhecia) e eu o amava. Achava que o problema era eu, meu corpo, a falta de pelos, de unhas vermelhas e compridas, de lingeries sexys e arrojadas. Eu queria um relacionamento de carinho, amor e respeito. Ele queria mais, ele queria o que eu não poderia dar. Quase enlouqueci. Desejei morrer inúmeras vezes. Nosso sexo passou a ser triste, eu sentia medo de que ele desejasse outras pessoas ou se lembrasse de outras experiências enquanto estava comigo. Passei a me sentir ameaçada todos os dias, a todos os momentos. Tive medo de que ele fizesse tudo de novo; afinal já tinha feito uma vez, e eu não havia ido embora. Por que não faria de novo? Ele começou a se consultar com uma psicóloga, melhorou bastante, parou de fazer aqueles comentários que tanto me machucavam sobre as outras pessoas e sobre o quanto elas eram interessantes, mas ainda tinha momentos em que demonstrava sentir isso, em que demonstrava estar confuso e sentir desejo por outras pessoas. Nunca mais me traiu, mas não consegui esquecer nem perdoar. Tenho pesadelos horríveis todas as noites de que ele está com outras e outros, de que me conta novamente que me traiu, e eu, de mãos atadas, não sei o que fazer. Eu o amo, mas sofro todos os dias. Minha autoestima se foi, não sei mais quem sou; faria qualquer coisa para ter a certeza de que ele me ama e me deseja, apenas a mim. Estamos a quase dois anos juntos e eu ainda sinto dor, ainda me sinto ameaçada toda vez que ele conhece alguém novo, toda vez que vai ao trabalho, toda vez que sai sem mim. Sempre me pergunto: será hoje o dia em que voltará para casa e me dirá que, outra vez, me traiu? E assim vou vivendo, dando o máximo de mim para esquecer o que aconteceu e para poder amá-lo sem dor. Quero ficar com ele, mas quero acima de tudo, parar de doer.

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    • Cl.
      Cl. 30 julho, 2015, 22:18

      Poxa moça, não sei nem o que te dizer… queria sentar com você e conversar olhando nos seus olhos… É difícil, né? Eu poderia dizer “sai dessa, vai encontrar alguém melhor”, mas nada é tão simples… Sim, você pode encontrar alguém que te respeite, sim, você merece alguém mais respeitoso e se ele te trata assim ele não te ama, porque quem ama não humilha. Isso é coisa de pessoa sem respeito, com auto estima tão baixa que precisa rebaixar quem está ao redor para se sentir melhor. Ele não a ama e muito provavelmente não se ama também. Tenta trabalhar em você mesma o empoderamento, saiba e diga a você mesma todos os dias o quanto você é uma pessoa incrível que não precisa se submeter à isso. Dói, amar dói, mas nada adianta você amar alguém se não está se amando, moça…

      E dá um abraço aqui Se você mora em Curitiba e quiser um abraço presencial, me avisa que eu vou te encontrar.

      Reply this comment
    • Thais Ulrichsen
      Thais Ulrichsen 30 julho, 2015, 22:41

      Vêronica, eu sinto muito! Entenda, se te faz mal não é amor! O AMOR não nos faz doente, não nos causa dor!!! Eu desejo que você consiga se livrar desse cara, de verdade! Que você enxergue o QUÃO MARAVILHOSA você é! Eu desejo mesmo muita luz pra você, muita sabedoria pra vc poder passar por isso de cabeça erguida!!!!!

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  4. Anônimo
    Anônimo 2 agosto, 2015, 19:58

    Bem verdadeiro e bem triste o texto.
    Acho que outro grande problema é o discurso “você merece alguém melhor” ou “você vai achar alguém melhor”, porque na minha opinião fica implícita a ideia de que precisamos ter companhia. Não precisamos!
    Estive lendo a respeito de assertividade. Algumas “dicas” para ser uma pessoa assertiva: saber que tem o direito de possuir seus próprios valores, emoções, opiniões e crenças; de não justificar ou explicar seus motivos para terceiros; de dizer aos outros como gostaria de ser tratada; de expressar-se e de dizer “não”, “não sei”, “não entendo” e até mesmo “não me importo”; etc. Engraçado que essas características não são incentivadas em mulheres, né? Se a mulher apresenta tais atributos, é considerada antipática ou dura demais.
    Que assim sejamos, então!

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  5. Ana Carolina
    Ana Carolina 19 agosto, 2015, 03:37

    Gostaria de expor minha história, me desculpem os erros e talvez a falta de sentido.

    Tinha 21 anos e acabado de sair de um relacionamento quando conheci o Eduardo(30), saímos algumas vezes, sempre fui gorda(1,55 e 70kg) ou pelo menos era o que minha família falava, era motivo de piada nos aniversários e festas. Sempre me achava feia, me escondia, evitava sair e me relacionar. Auto estima e confiança não fazia parte de mim. Eduardo parecia bacana, nossos encontros eram cada vez mais frequentes … Em um desses encontros e depois de algumas bebidas decidir aceitar o convite de ir pra casa dele, rolou naturalmente e eu até então virgem não sabia como agir, transamos sem preservativo, eu não sabia com que cara pedir e tive medo, medo da rejeição. Nossos encontros eram diários. Até que descobri uma gravidez, ficamos sem chão e eu não via outra saída a não ser aborto. Eduardo era super contra mas aceitou ir atrás comigo, vocês não sabem como é difícil obter uma informação confiável … Consegui um nome de um médico que fazia mas nunca consegui contato com esse tal médico, Eduardo religioso fez o inferno, começaram as brigas e humilhações, durante as brigas ameaçava me deixar no meio da rua me xingava de burra, o tempo passou e não consegui o tal aborto… Aceitei a gravidez, fui expulsa de casa e os pais de Eduardo me acolheu, mas nosso relacionamento não era bom, eu não era boa o suficiente pra ele, gorda, que não tinha uma família bacana, as brigas eram frequentes, a humilhação. Coisa do tipo ” ô criatura cala a boca que você mora de favor aqui, para de ser burra que vai acabar na rua”, ” você é uma pedra fria e burra”, ” olha menina que eu te levo pra outro lugar” isso me machucava muito, grávida, infeliz e sabendo que era isso pra vida toda. O tempo passou as brigas continuaram. Eu cada vez mais destruída, só chorava e esperava acordar de um sonho ruim. O bebê nasceu e o tormento se tornou maior e mais intenso. Lembro de estar chorando no hospital, sem rumo e ele mandar eu calar a boca e que se fosse pra ficar nesse chororó não era nem pra voltar pra casa, que eu era burra e que as coisas poderiam ser piores. Que eu deveria agradecer por ter alguém do meu lado afinal eu era toda torta e jamais outro homem ia me querer. Foi isso durante um bom tempo, não me ajudava em nada, não arrumava um lugar pra gente morar e corria apenas atrás das coisas dele, amigos, carro. Eu cada vez mais infeliz, humilhada, destruída, com.um filho morando num quadrado. Ele mudou de emprego, continuamos de favor e cada dia chegava endeusando uma fulana, isso me destruía eu era a pior pessoa e ele cercado de mulheres mil vezes melhores. Sexo já não acontecia há uns 10 meses, fui ficando ciumenta e controladora, afinal ele me odeia e adora as outras. Me xingava, humilhava e depois agradava, que éramos uma família. Falava que eu era um animal e não sabia me relacionar com ninguém, que devia viver em uma jaula. Eu cada vez mais destruída e acreditando nas coisas que ele falava, me sentia um monstro, não tinha forças pra ir contra, cada vez que batia de frente era uma enxurrada de xingamentos, me anulei afinal era tava errada, eu era louca e precisava mudar. Ele dizia e fazia coisas e depois negava, eu realmente tava louca ou ele me fazia acreditar que sim. Durante uma das muitas brigas Eduardo me empurrou, cai na cama qse em cima do bebê, mas afinal eu mereci tinha dado de dedo nele. A gota d água foi durante uma briga por causa de mulheres, ciúme (ele adora ver fotos de todas as ex, das colegas de trabalho e afins), Eduardo me empurrou eu revidei com tapas, ele com chutes e fiquei caída na rua. Não pensei duas vezes e chamei polícia ele foi embora. Nós encontramos na delegacia e só falta eles te falarem que tá errada por tá lá, caçam motivos pra justificar a agressão, existe uma cumplicidade masculina incrível. Fui pegar minhas coisas e ir pra um hotel e foi duro ouvir do pai dele que eu não poderia ter denunciado o filho dele, onde já se viu eu chamar a polícia e fazer barraco. Fui pra casa de parentes numa cidade vizinha, ele ia visitar bebê e assim as coisas seguiam, na amizade mas Eduardo insistia numa família e relacionamento. Corria atrás e fazia promessas de dias melhores, eu não queria voltar mas ia levando as conversas dele. Melhor amiga que inimiga, eu tinha medo dele, ainda tenho. Qualquer discordância era motivo pra ele me jogar na cara o quanto eu era podre, suja, gorda e mal agradecida afinal cara igual ele eu nunca mais a achar. Durante uma dessas brigas fui novamente agradedida, ameaçada e me calei. Ameaça tirar meu filho, colocar ele contra mim, mostrar a mãe que tem. Essa é a minha situação atual, eu tenho medo, eu tenho vergonha e culpa por passar por isso. Não vejo saída, não tenho perspectiva, larguei e perdi tudo pra ter esse filho, vivo de favores. Me sinto pior pessoa do mundo, inútil, um animal sujo e selvagem. Eu não sei se consigo me recuperar, espero que outras mulheres não passe por isso, espero um dia ter força pra lutar e ajudar muitas mulheres, por enquanto quem precisa de ajuda sou eu. Um grande abraço pra todas

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